Tudo começa e acaba na nossa intimidade


Antes de haver intimidade com o outro, é importante que a intimidade com o próprio esteja bem trabalhada. A palavra inglesa “intimacy” convida plenamente ao conceito Into-me-see.

“Intimacy begins with oneself. It does no good to try to find intimacy with friends, lovers, and family if you are starting out from alienation and division within yourself.”

Thomas Moore


O princípio do amor próprio é amarmo-nos por inteiro em todo e cada momento.

Mas sejamos sinceros, isso nem sempre é assim.

Existem muitas armadilhas em que normalmente caímos para não nos darmos atenção.

#1. Uma delas é estarmos muito na nossa mente, em múltiplos pensamentos e muito pouco na presença do nosso coração. Isso impede-nos de viver as situações do ponto de vista do sentimento, não criando assim o bonding connosco próprios.

#2. Outra forma, típica, à qual recorremos constantemente e que nos afasta de nós próprios, é a auto-crítica. Seja do corpo, das nossas atitudes, capacidades, etc. Estamos sempre a apontar o dedo para nós próprios. E ninguém gosta de estar sempre a ser desvalorizado, certo? então esta é uma das mais frequentes armadilhas à falta de amor próprio.

#3. Em cima disto, muitas vezes voltamo-nos para os outros à espera de uma espécie de salvação, entregando a criação que há em nós para ser cuidada por outros. Ou anestesiamos os sentimentos através de adições como álcool ou drogas. Isto leva a que o sentimento predominante seja o de “não quero tomar responsabilidade por o que quer seja que estou a sentir”. Isto aumenta naturalmente a distância com o nosso interior, com a nossa ingenuidade, com a nossa pureza, diminuindo a intimidade que connosco temos.

Se olharmos para a nossa intimidade como a relação que temos com o nosso lado mais puro, vemos que tal e qual como um adulto, se estivermos sempre distantes, é difícil e fica até “sem jeito”, passarmos tempo de qualidade, ou entrarmos neste espaço de intimidade.

Gostarmos do que vemos de manhã ao espelho, fazermos programas connosco, apreciarmos verdadeiramente a nossa companhia são pistas que temos que procurar no caminho que nos leva de volta a nós.

Em amor connosco próprios,

Rita

Este é um excerto do livro Master Your Life.

Podes fazer download do capítulo aqui !



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