Quando a necessidade de estares certo, te impede de seres feliz


Um dos maiores bloqueios à nossa liberdade pode ser a nossa necessidade de estarmos certos, versus sermos felizes. Isto tem normalmente raízes na infância, em lares, onde pais e filhos competem pela razão. As crianças criadas neste ambiente desenvolvem uma necessidade inconsciente de estarem sempre certas para não serem apontadas e poderem assim ser amadas pelos pais.


Às vezes é nas situações mais subtis que esta necessidade se mostra. Por exemplo, após indicar um caminho a um amigo, se ele decidir em sentido contrário, quase que desejamos que ele se perca para podermos dizer…”Eu não disse?!”

Ou seja, tona-se importante termos razão a qualquer preço.

Uma evolução desta tendência é o perfeccionismo. Perfeccionismo é a desculpa mais bem aceite pela sociedade para não levarmos nada até ao fim, para nada concretizarmos. Sob este chapéu do “ainda não está perfeito”, um medo enorme da crítica e uma enorme necessidade de exaltação por parte do ego. De repente damos por nós num em círculos permanentes de fixação de detalhes, perdendo totalmente a noção do todo. Linhas que nunca estão perfeitas, escalas que nunca estão completas, teoremas que carecem sempre de uma demonstração adicional. O perfeccionismo é um dos maiores inimigos da criatividade. Refugiado do lado esquerdo do cérebro, em abrigos de racionalidade analítica. Secos de vida, de pulsar, de criação.

Às vezes este bloqueio é tão subtil quanto insistirmos em andarmos à volta do que já resultou no passado. Variamos sobre as mesma músicas, perspectivamos sobre um novo tema, colorimos de forma alternativa um mesmo quadro. Mas não expandimos, não saímos deste limite, não pisamos a fronteira do desconhecido, não atravessamos o deserto (que nos leva à terra prometida).

O mundo está cheio de perfeccionistas e parco de obra feita. É preciso que cada um de nós se liberte definitivamente desta necessidade de nunca sermos/sermos sempre apontados, que leva a que alimentemos tanto este perfeccionista dentro de nós.

Se quiseres aprofundar, sugiro-te que reflitas nas seguintes questões...

# És uma pessoa que tens uma certa necessidade de estar certa? Se sim, em que é que isso afecta a tua capacidade de ser feliz?

# O que é que estares certo te traz e de que forma consegues ligar isso à tua infância…

# Que projectos tens por lançar porque ainda não estavam perfeitos?

# O que é que farias se não tivesse que estar perfeito?

# “Se não tivesse que estar perfeito, tentaria…”


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