O que te impede de seres feliz


O que nos impede de sermos felizes, é exactamente o que nos impede de sermos autênticos, de sermos nós em plena expressão.


Este é mesmo um tema que prezo muito e sobre o qual dedico muito a minha atenção.

Enuncio aqui alguns dos aspectos que mais tenho visto contribuir para este desligar entre a pessoa e a sua felicidade, e que de alguma forma te podem ajudar a trazer mais consciência a este tema.

Não sabermos quem somos

Descobrirmo-nos não é tarefa de um dia; encobrirmo-nos foi tarefa de uma vida.

Não sabemos quem somos, porque provavelmente tentámos uma vida, ser quem não éramos. Sabermos quem somos exige silêncio, disponibilidade, aceitação. Exige aceitarmos conhecer uma realidade que não controlamos. Exige curiosidade.

Quanto mais distante esta realidade estiver de nós, maior a necessidade que temos de silenciar os nossos ímpetos, levando na maioria das vezes a um total desconhecimento de nós. Conhecermo-nos em verdade é um acto não só responsável, como altamente empoderado de uma vida em felicidade.

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A espontaneidade com que respondes a estas perguntas podem-te dar uma ideia do quão perto ou longe estás de ti…

O que é que é mesmo importante para ti na vida?

O que é que gostas de fazer?

Que assuntos te interessam?

Que programas captam a tua atenção?

Ficarmos demasiado presos à personalidade

Infelizmente, fomos desde muito cedo, moldando a nossa personalidade, em função de dois pontos: o que era aceite; e o que a partir dessa verdade gostaríamos de ser. Entre as restrições recomendadas pelos nossos pais e pela sociedade, e o que daí podíamos aproveitar, construímos a nossa história e moldámos a nossa personalidade.

Com o tempo, se nada mais trabalharmos sobre nós, temos tendência a cristalizar estes conceitos, e tornamo-nos de certa forma escravos deles. A ideia aqui é que percebas as várias camadas que foste usando ao longo da vida para te apresentares, e como essa imagem te favorece ou pelo contrário, te prende.

É bom entendermos que a personalidade, sendo um produto quase exclusivo da nossa mente, tem as suas raízes alicerçadas na necessidade de manutenção do conhecido, do controlado, do aceite. Assim, pessoas que estão demasiado na defesa do status quo têm mais dificuldade em experienciar emoções mais puras, como joy, felicidade, alegria, benção, etc…estão demasiado na experienciação de emoções de vibração mais baixa, mas acessíveis, ou mesmo criadas através da mente (de pensamentos).

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Engrenarmos, por exemplo, em actividades que não nos significam; ou apenas entrar nas mesmas com um objectivo pouco profundo, pode ter um enorme impacto na nossa felicidade. Ficamos cada vez mais longe de nós, e portanto mais desligados daquilo que realmente nos faz felizes.

Costumas praticar exercício unicamente com o objectivo de forma física?

Costumas trabalhar horas a fio, por conta de chegares a um determinado cargo?

Não nos expressarmos

Não nos expressarmos seja sob que pretexto for, é uma forma de nos limitarmos, de perdermos contacto com este infinito maravilhoso que reside em cada um de nós. é uma forma de ficarmos desligados deste enorme universo criativo do qual somos parte íntegra e integrante.

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O que fazes para te expressares? Dás ouvido aos teus ímpetos criativos?

Silenciarmo-nos

Silenciarmos quem somos tem as suas raízes na defesa desta mesma persona que fomos construindo para nós ao longo do tempo. Desde tenra idade, não só por pressão social, mas principalmente por necessidade de pertença fomo-nos moldando, fomos escolhendo uma figura com a qual nos apresentávamos e selecionando as partes de nós que mostrávamos. Fomos escrevendo a nossa própria história.

Isto naturalmente foi contribuindo para silenciarmos, ou mesmo esquecermos algumas partes de nós. Resgatarmos esta identidade é condição essencial para vivermos uma vida em felicidade.

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As perguntas que tens de fazer para perceber se estás realmente em supressão da tua voz…

O que é que sentes não estar assim tão bem na tua vida?

O que tens necessidade de disfarçar?

Reprimirmos as nossas emoções

O nosso sistema emocional é um dos indicadores que temos para entendermos realmente o estado de consciência em que nos encontramos. Ele é simultaneamente um barómetro e uma bússola do nosso propósito. Se estamos realmente felizes, estamos no caminho; se pelo contrário algo nos incomoda temos claramente de provocar um momento de paragem. Seja ele para fazer um pequeno ajustamento no trajecto, seja para entender a aprendizagem que está por detrás da situação.

Prestarmos atenção à forma como sistematicamente somos tentados a desligar este nosso sistema de navegação, é de uma enorme utilidade para nos reconectarmos novamente a sentimentos de felicidade alegria.

A. Desligar emocional

O desligar emocional é uma das formas mais violentas que conheço de desrespeito para com a pessoa. Uma pessoa desliga-se porque não quer experienciar determinadas emoções. O problema é que não consegue apenas desligar as emoções desagradáveis; tem também de desligar as outras. Entra assim num quadro de anestesia geral, em que a dor e o prazer não entram. A pessoa torna-se assim incapaz de experienciar a vida na sua essência, tendo tendência com o tempo a tentar estagnar momentos.

aceitamos claros sentimentos de infelicidade em nós, a anestesiar a experienciação da dor, estamos a provocar a compactuar com momentos de não fluidez, de estagnação.

Algumas vez tentaste disfarçar o choro, como medo de que fosse um sinal de fraqueza?

B. Fingir que o que sentimos não é importante

Outra forma que temos de nos desligar é fingirmos que o que sentimos não é importante, não tem lugar, não tem voz. Se o que sentimos não é importante, não somos importantes.

Lembras-te de alguma situação na vida que te tenha magoado, e que fingiste não era importante?

C. Fugir às situações que invocam alterações emocionais

Sempre que fugimos das situações que nos trazem impacto emocional, estamos de alguma forma a querer proteger-nos da aprendizagem que determinada situação nos traz. Sempre que colocamos barreiras entrenós e os outros, estamos de alguma forma a querer controlar um resultado, a querer manter uma situação.

Que situações evitas com medo do impacto emocional que as mesmas possam ter em ti?

Não termos uma verdadeira responsabilidade sobre a nossa felicidade

Seja porque vivemos a vida em piloto automático, ou porque alimentamos sentimentos de culpa acerca do cultivo da nossa própria felicidade, a verdade é que ainda temos um longo caminho nesta matéria. Não podemos continuar a querer acrescentar ao mundo sem assumirmos uma responsabilidade séria sobre esta área da nossa vida. Este é o grande pilar. É a partir daqui que damos aos outros. Aos nossos filhos, marido, amigos, colegas, pacientes e tantas outras pessoas que se cruzam na nossa vida. Este é o nosso dever. É o mínimo que podemos fazer por todos.

Ajudar-te a conectar com o que tens de mais profundo e especial é o que gostamos de fazer. Se pudermos ajudar, diz por favor.


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