Diz-me o que fazes, e dir-te-ei o que sentes !…


[quando tens medo de sentir]...

No último post falámos sobre as dinâmicas que as pessoas que têm medo da sua própria Luz usam para se auto-sabotarem. Hoje queria falar sobre os estratagemas que as pessoas que têm medo de sentir usam. Sendo posturas diferentes, no final trazem um mesmo resultado - uma total desconexão com a essência de cada um, com o Divino que existe em cada um de nós.


E perguntam com razão…mas porque é que alguém se auto-bloqueia por medo de sentir? Exactamente pelo mesmo motivo que alguém se bloqueia por medo da própria luz. Na maioria das vezes, a raíz dos nossos bloqueios não está nos nossos medos ou dúvidas, mas sim nos nossos mais profundos desejos, na nossa luz. Porque esses sim, são indutores da mais profunda das transformações.

E antes de continuarmos gostava que todos reflectissem e respondessem na mais pura das verdades à seguinte questão…o que aconteceria se não tivesses nenhum medo de sentir?…

As pessoas que têm medo de sentir, usam uma série de esquemas (onde acabam também por cair) para se pouparem à experiência da sensação…vê se por acaso te reconheces em alguma delas…

#sentimento de estagnação

Quando anestesiamos algo, deixamos de sentir. Acabamos desligados da vida, do seu pulsar, do seu mistério. Parece que estamos estagnados. [Na realidade, não estamos. É pior ainda…porque a vida nunca pára; e se paramos, na realidade o que estamos é a andar para trás].

#dormência

Quando alguém tem medo de sentir, usa uma série de tácticas para anestesiar qualquer possibilidade que surja nesse sentido. Na maioria das vezes, o que queremos é anestesiar a dor, mas ao promovermos um estado de insensibilidade acabamos por vedar também a experiência do prazer. Tornamo-nos, de certa forma, apáticos às sensações, apáticos à vida.

Este comportamento é muito visível por exemplo na saúde, em que o recurso a supressores (de dor, de febre…) se torna uma opção demasiado frequente perante cada adversidade. Na saúde, na maioria das vezes, assistimos a ser mais urgente eliminar a dor, suprimir o sintoma, do que procurar a cura.

Esta anestesia acontece frequentemente também no plano emocional, em que o fazemos com o propósito claro de silenciar o que sentimos. Falei muito sobre isto num post anterior.

No plano mental, estupidificamos, deixamos de conseguir responder aos estímulos e ao entusiasmo da vida.

#sobre-estimulação

É frequente nas pessoas que têm medo de sentir, surgir a necessidade de estimulação permanente. É o pólo oposto do estado em que propositadamente se colocam no seu dia-a-dia. O ser humano é um ser de sensações. Se esta porta lhe é constantemente vedada, é natural que se acumule aqui uma pressão para manifestação no extremo oposto.

#desligamento

este é consequência clara da anestesia e do medo de sentir, que tem um reflexo claro por exemplo nas relações. E muito nas relações íntimas e na sexualidade. As pessoas que têm medo de sentir, não conseguem nunca entregar-se a uma experiência de sensação e mistério.

O importante aqui é entender que fazemos tudo isto por medo de sentir, por medo que uma determinada experiência nos vá causar dor. Mas também é bom entendermos que o simples facto de trazermos isto à consciência, de nos observarmos, vai, por si só, ajudar-nos a libertar desta crença.

A dor só é transformada em sofrimento quando é perpetuada no plano mental. E é exactamente isso que queremos evitar. Não temos que ter medo de sentir…ou de não sentir.

Toda a dor é passageira; já o prazer, … esse pode ser eterno.

Vale a pena começares a sentir-te.

Em amor de sensação,


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