A crítica


A crítica pode ser altamente inibidora do nosso desenvolvimento enquanto pessoas, quando contribui para a nossa contracção, para aumentar a nossa insegurança, para criar um maior fosso entre nós e o mundo. Quando isto acontece ela traz consigo uma enorme interferência pessoal (por parte de quem a diz), é pouco objectiva e muito assente em linguagem emocional. Esta crítica é muitas vezes reforçada pela provocação de um sentimento de culpa, ficando o criticado, ou o culpado, totalmente nas mãos do crítico.

A crítica construtiva por seu turno, é isenta, desapegada de qualquer resultado, objectiva e precisa, contribuindo sempre para nos ajudar a evoluir.


Se estamos muito focados no exterior, a trabalhar para receber elogios, ou acrescentar à reputação, qualquer crítica nos abana. Entender o ponto de fricção da crítica é conteúdo vivo para a nossa fogueira.

Uma crítica é simultaneamente um convite à acção. A fazermos algo mais, a fazermos algo melhor. E nesse sentido comporta em si mesma um enorme potencial para a transformação. Tudo o resto são ataques à nossa imagem que, provavelmente, já imunizámos nas semanas anteriores.

Em última análise, a crítica pode ao mesmo tempo ser o nosso barómetro acerca de quão centrados estamos. O quanto estamos no nosso verdadeiro caminho, ou ainda à procura de validação exterior.

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Ilustrado com a tua história…

Que tipo de críticas te incomodam? Consegues encontrar alguma relação com a infância?

Se sim, entende que a dor que está a vir ao de cima é uma dor já muito antiga…

O que te pode ensinar este processo?

Consegues ver em cada crítica um convite à acção?

Começa a estar atento/a à forma como recebes críticas e àquilo que podes fazer com elas. Muitas vezes, podem ter um significado maior que aquele que é apenas ouvido (e não escutado, profundamente).

Um excelente dia,

Rita


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