Se não brincares, não te consegues levar a sério !


Quem nos conhece mais de perto sabe que incorporamos na nossa vivência comportamentos por muito apelidados se calhar de infantis, por nós entendidos como espontâneos. Fazemos corridas até ao carro, jogos de telepatia, partidas de família.

Privilegiamos a espontaneidade, a autenticidade, e a naturalidade, tudo facetas de uma expressão, que necessita de ser manifestada, às vezes através de formas menos óbvias.

Por trás disto, uma vontade enorme de todos nós de ficarmos cada vez mais próximos daquela que é a essência de cada um. Uma vontade de que fique bem claro em nós, aqueles que são os nossos talentos, as nossas dádivas. As nossas graças e as nossas desgraças.


E é exactamente expondo este lado mais espontâneo que tudo pode ficar mais claro.

Funcionamos a maior parte das vezes em modo racional, analítico, linear. A repetição deste modo, ou a prevalência (quase exclusiva) do mesmo, leva a um silenciar do nosso lado mais criativo, mais espontâneo, mais inocente, que deixa assim de funcionar como contraparte do primeiro. Mas é exactamente pela dança destas duas facetas tão presentes em nós, que o pensamento avança e a matéria ganha forma. É convidando este nosso lado mais espontâneo que podemos aceder a um pensamento maior. Alinhado com a agenda da evolução.

É imprescindível que coloquemos na nossa agenda este encontro. Conosco próprios. É pela junção íntima e sucessiva destes dois lados que algo maior se cria, desenvolve e nasce.

Tudo na vida é uma dança de complementaridades que se unem (ou não) para um propósito, para uma evolução. É este espaço, e esta responsabilidade que precisamos assumir. A favor da convivência permanente de caracteres, de facetas, de dimensões. Tiramos assim à vida a linearidade entediantes da mesma e devolvermos-lhe a multiplicidade de possíveis convivências e sobreposições que se apresentam para nós como opções.

Não precisamos de deixar o lado maravilhoso e mágico que a infância tinha, nem perder a consciência que a responsabilidade traz.

Nós ganhamos liberdade e a nossa vida ganha propósito.

Em espontaneidade,


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