Quando és refém de ti próprio...


Sempre me atraiu a evolução humana, e os processos que a favorecem, ou que por outro lado a travam. Alguém dizia e com uma enorme razão, que o nosso maior medo é a nossa luz, e eu não posso estar mais de acordo.


São milhares de anos de uma cultura abafadora, de uma história castradora, que ainda insistimos em manter viva dentro de cada um de nós.

Mas mais e mais, aquilo que me impressiona é a facilidade com que, ainda hoje, e todos os dias, as pessoas se diminuem. Umas porque não querem desiludir, outras porque sentem necessidade de pertencer, outras porque, porque. Frases como “eu não sou boa a…”, ou “já sei que vou falhar em…” enchem os nossos dias, ditas pela nossa própria boca, ou mais grave ainda, já pela boca dos nossos filhos.

Não podemos mais permitir isto. Isto são aquilo que chamo pactos de estabilização e que mais tarde se transformam em votos de estagnação. A história da humanidade está cheia deles - os votos de pobreza, de castidade, de fidelidade, etc…, e o nosso tempo também !

Todos nós temos estes pactos. Seja pela parte ancestral que herdámos (que quer queiramos quer não, ainda carregamos), seja pela necessidade que num qualquer momento no tempo sentimos, de estabilizar, ou controlar um determinado acontecimento (ou a não mais repetição do mesmo). Não precisam de ser coisas afirmadas em momentos solenes para terem significado. Pode por exemplo ser o pacto de silêncio que inconscientemente reforçamos quando não expressamos a nossa verdade.

Queria deixar aqui claro, que qualquer afirmação que fazemos, com uma intenção forte e com a parceria do nosso sistema emocional tem efectivamente a força de um pacto. Não jurídico obviamente, mas energético. E atenção que é nestes pequenos actos, que ainda fazemos de forma inconsciente, que vamos em muito moldando a nossa vida, e sobretudo a nossa liberdade.

A vida evolui todos os dias, e é suposto evoluirmos com ela.

Não é suposto fecharmos ou trancarmos realidades sob que pretexto for…de segurança, de pertença, entre outros.

São várias as formas que podemos usar para limpar a influência destes pactos na nossa vida.

E sem dúvida a primeira coisa a fazer é trazê-los à consciência. Percebermos que criamos a realidade com os nossos pensamentos, actos e acções. Perceber que fazemos parte da vida, quando a aceitamos, quando não temos a ambição de saber mais do que ela, travando a sua natural evolução.

E mais, sob nenhum pretexto devemos aceitar diminuir a nossa luz, a nossa força, o nosso talento. Quando fazemos isto, milhares de pessoas à nossa volta fazem o mesmo, e os nossos filhos bebem desta receita restritiva também.

É altura de realmente começarmos a viver a vida com outra consciência, e com outra responsabilidade pela nossa própria evolução. Entender os pactos que conscientemente, ou inconscientemente, nesta vida (ou pela nossa linhagem ancestral) fomos fazendo, e trabalhar activamente a libertação dos mesmos.

Nos próximos dias, vamos desenvolver mais sobre isto.

São processos que já passámos, que sabemos que têm um enorme impacto e que podem efectivamente fazer uma enorme diferença na tua vida.

Consegues sentir na tua vida a influência destes actos?

Tens alguma área da vida em que isto claramente se manifeste?

Se quiseres ajuda para progredir neste tema, envia-nos uma mensagem.

Em amor de libertação,

Rita e Rodrigo


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