Criação ou crítica? De que lado estás?


Tanto que conseguiríamos mudar se estivéssemos mais tempo dedicados à criação e menos à crítica. Este é um pensamento óbvio e até unânime, mas de tão recorrente, não resisto a deixar aqui umas palavras.


Vamos lá então mais fundo tentar perceber porque é que tantas vezes nos escondemos atrás desta postura fácil da crítica. Porque é que isto acontece?

Criticando vamos conseguindo passar uma imagem de activos, mantendo tudo na mesma.

Porque a crítica, sendo uma energia dispersa, distrai-nos e tira de nós o foco principal da criação. E isso é tudo o que o nosso ego quer para manter tudo na mesma, para manter a nossa imagem intocável.

Criticar retira-nos da responsabilidade de acrescentar.

Criticar traz-nos a ilusão de que estamos a contribuir. A crítica é positiva quando é potenciadora de um pensamento, quando traz discernimento, alternativa. Sendo apenas deixada na sua fase destrutiva que é o que na maioria das vezes acontece, não há processo que continue, não há alquimia que se faça.

Curiosamente, as pessoas que mais vejo criticar são, na sua essência pessoas altamente criativas, mas com medo da sua própria criação, do encontro profundo consigo próprias.

É mais fácil criticar (do mais pequeno ao maior tema), do que meter mãos à obra e criar, expressar, contribuir.

Se tens em ti activa esta energia da crítica, sabe que em igual medida tens o seu contraponto em desejo absoluto de expressão. Esta expressão da criação dá saúde, dá continuidade, dá evolução. A crítica isolada por seu turno, traz estagnação, pessimismo, descrédito.

Se ficarmos nesta energia, é esta a vibração que estamos a convidar para a nossa vida; é este o pano de fundo que estamos a colocar na nossa existência, atraindo cada vez mais e mais razões para exercermos o nosso papel. É "poucochinho" para ti, não é?


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